• Emilie Andrade

2014 vai se pondo


Comecei o ano com a história de Raven e a baleia. Mal sabia eu que Raven (ou Corvo), um personagem muito popular junto aos povos originais do norte da América, simboliza a transformação. E bota transformação em 2014, hein! Eita ano intenso! Se a gente olhar pra vida como uma história em curso, esse ano foi um daqueles momentos cheio de agitação que a gente conta acelerando as palavras e o corpo. Foi um ano de muitas mudanças e tentar se equilibrar no desconhecido exige muita energia da gente. Acho que é por isso que ando tão cansada. Aí lembrei deste texto que recebi por e-mail esses dias que é do Gustava Gitti d’O lugar. Segue um trechinho que diz das coisas pelas quais não quero me cansar mais. Difícil tarefa...

"Cansados de compartilhar frases de sabedorias que não sabemos praticar. Cansados de falar mal dos outros, sem reconhecer que vemos fora o que temos dentro. Cansados de tentar o caminho do controle, como uma mosca batendo no vidro, de novo e de novo, sem desconfiar que talvez não seja uma boa ideia condicionar o brilho de nosso olho ao movimento de outros olhos. Cansados de ser tão repetitivos, monotemáticos, tão nós mesmos.

Cansados de nos ocupar, como se relaxar fosse errado. Cansados de buscar o sucesso e temer o fracasso, não importa o quão refinado seja o nosso jogo. Cansados de ceder ao ciúme do outro, de fazer cafuné em seus hábitos negativos, de negociar com cada aflição que nos tiraniza. Cansados de aceitar migalhas de alegria.Cansados de desejar tanta mediocridade para nós mesmos, como se fossem aspirações elevadas (“Que eu passe no concurso! Que eu me case! Que eu viaje bastante!”), quando poderíamos mirar no céu: “Que minha simples presença possa beneficiar mais e mais pessoas!”

A minha sensação é que 2015 vai seguir no ritmo de 2014, mas, todas essas mudanças que começaram esse ano, criarão raízes no ano que chega. Tomara. Por isso, em 2015, sigo aprendendo com a mesma história e com Raven, o deus que é um pássaro com um homem dentro. Com desejos de que nesse ano a gente continue aprendendo, como ele, a transformar nossa dor em dança, porque afinal de contas, nunca dançamos sozinhos.

#RaveneaBaleia #contotradicional #povosoriginais #anonovo

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Emilie Andrade / Brasil / 55 16 98220-4398

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Além de artista da palavra, sou estudiosa e facilitadora de práticas narrativas. Uma metodologia que acompanha pessoas e organizações na re-autoria das próprias narrativas.

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